quinta-feira, julho 21, 2016
segunda-feira, maio 02, 2016
Transmissão 4x4 do Schwimmwagen
Aqui eu mostro a transmissão 4x4 do Schwimmwagen, sem segredos.
O Schwimmwagen causa sensação por ser uma veículo anfíbio, mas o mais importante a meu ver é a sua transmissão. Na verdade é um jipe VW desenvolvido para a Wehrmacht e que podia cruzar um curso d'água. O veículo está muito longe de ser um barco, mas podia rodar bem por estradas barrentas e até transpor um rio ou um pequeno lago. Para fazer isto era necessário que as rodas dianteiras também tivessem tração, caso contrário não haveria como sair da água. Os alemães acrescentaram também uma caixa de redução ao câmbio, que assim passou a contar com uma reduzida. A tração normal era 4x2, mas em terrenos ruins poderia ser usada a tração 4x4 e até reduzida (cross-country reduction gear). O câmbio era seco e para se engatar 4x4 e/ou reduzida o veículo precisava estar parado e depois engatado em 1ª marcha. Estas só trabalhavam se o veículo estivesse engatado na 1ª marcha. O jipe anfíbio foi um enorme sucesso, principalmente na frente russa onde quase todas as estradas eram de terra e péssimas.
Agora cabe a pergunta. Por que após o término da guerra a Volkswagen continuou a fabricar o Fusca e nunca se interessou em fabricar um veículo VW 4x4 (que não precisaria ser anfíbio)??????? Afinal o projeto havia sido testado na guerra e com enorme sucesso!!!! Dizem as más línguas (e as boas também) que Willys Overland e Land Rover pressionaram para que isto jamais fosse feito. Se tivesse sido fabricado um Jipe Fusca com tração 4x2, 4x4 e reduzida a Willys e a Land Rover iriam chorar!!!!
O Schwimmwagen causa sensação por ser uma veículo anfíbio, mas o mais importante a meu ver é a sua transmissão. Na verdade é um jipe VW desenvolvido para a Wehrmacht e que podia cruzar um curso d'água. O veículo está muito longe de ser um barco, mas podia rodar bem por estradas barrentas e até transpor um rio ou um pequeno lago. Para fazer isto era necessário que as rodas dianteiras também tivessem tração, caso contrário não haveria como sair da água. Os alemães acrescentaram também uma caixa de redução ao câmbio, que assim passou a contar com uma reduzida. A tração normal era 4x2, mas em terrenos ruins poderia ser usada a tração 4x4 e até reduzida (cross-country reduction gear). O câmbio era seco e para se engatar 4x4 e/ou reduzida o veículo precisava estar parado e depois engatado em 1ª marcha. Estas só trabalhavam se o veículo estivesse engatado na 1ª marcha. O jipe anfíbio foi um enorme sucesso, principalmente na frente russa onde quase todas as estradas eram de terra e péssimas.
Agora cabe a pergunta. Por que após o término da guerra a Volkswagen continuou a fabricar o Fusca e nunca se interessou em fabricar um veículo VW 4x4 (que não precisaria ser anfíbio)??????? Afinal o projeto havia sido testado na guerra e com enorme sucesso!!!! Dizem as más línguas (e as boas também) que Willys Overland e Land Rover pressionaram para que isto jamais fosse feito. Se tivesse sido fabricado um Jipe Fusca com tração 4x2, 4x4 e reduzida a Willys e a Land Rover iriam chorar!!!!
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
MÁQUINA DE SOLDAR
Máquina
de Solda Elétrica
É
basicamente um transformador que rebaixa entrada de 220 V e 30-50 A e deixa sair na ponta do eletrodo uma tensão de aproximadamente 40 V e uma amperagem
regulável, de 30 a 250 A.
Como
a máquina exige uma amperagem razoavelmente elevada para uma casa é prudente
liga-la no relógio da luz (vide tabela de fios).
Caso
a pessoa ligue a máquina numa tomada comum da casa o fio pode aquecer e até se fundir ou se incendiar, danificando muito a instalação elétrica da residência.
Muitos
ligam os dois fios da máquina no relógio da luz com garras e isto é perigoso
(choque elétrico). O melhor é instalar uma tomada de porcelana com pinos mais
calibrosos, próprios para suportar amperagens mais elevadas, sem derreter ou
queimar.
O
fio para máquina deve ser de pelo menos
10 mm², pois poderá suportar até 50 A. Os disjuntores de entrada do relógio da
luz também devem ser de pelo menos 50 A.
O
aterramento da máquina não deve ser esquecido, pois poderá proteger o soldador
de uma eventual fuga de corrente e choque elétrico.
Um
chuveiro de 4400 watts, 220 V trabalha com 20 A e deve usar um fio de 4 mm².
Mas a prudência ensina a usar sempre um fio um pouco acima do calculado
(6 mm² - coeficiente de segurança). Mas a máquina de soldar poderá exigir o dobro da
amperagem!
Antes
de ligar a máquina confira sempre o aterramento, a posição da garra negativa e
a correta fixação das peças que serão soldadas.
Para
serviços caseiros é mais comum se usar o eletrodo mais fino (2,5 mm²), mas em
alguns serviços pode ser necessário usar o eletrodo de 3,25 mm².
Este
tipo de máquina não se presta para soldar chapas de aço finas, pois mesmo
usando-se amperagem baixa acaba furando.
Para
serviços mais leves deve-se começar regulando a máquina em 50 A e se tiver
muita dificuldade para abrir o arco pode-se aumentar gradativamente.
Uma
amperagem elevada (150 a 200 A) pode ser usada para cortar ferro (aço), mas a
superfície de corte será grosseira.
Solda
a arco elétrico
A
temperatura do arco elétrico atinge valores de até 6000ºC. Seu calor intenso e
concentrado solda rapidamente as peças e leva o material de enchimento até o
ponto de fusão. Nesse estado, os materiais se misturam e, após o resfriamento,
as peças ficam soldadas. Na minha máquina só uso eletrodos para soldar ferro e aço
carbono.
O
arco elétrico ou arco voltaico
É
uma descarga elétrica mantida em meio ionizado, com desprendimento de intenso
calor e luz. É o arco voltaico que aprendemos na Física. A corrente flui
através do ar por uma pequena distância, mesmo o ar não sendo bom condutor. No
comprimento do arco elétrico, existe uma mistura de moléculas, átomos, íons e
elétrons. Nesse caso, o ar é ionizado, podendo vir a ser um condutor; a
corrente pode fluir, porém o arco tem de ser aberto.
A
soldagem não pode ser executada, utilizando-se diretamente a corrente normal da
rede. A tensão é muito elevada, podendo ser de 110 e 220 V. Com tais valores de
tensão, existe risco de morte.
Transformador
para soldagem
Os
transformadores de soldagem podem apenas ser conectados à corrente alternada e
fornecem só esse tipo de corrente. Isso está relacionado com a contínua
variação do campo magnético na bobina primária, onde circula apenas corrente
alternada. Essa constante variação ou alternância do campo magnético gera
corrente na bobina secundária. Nos transformadores, modifica-se apenas a tensão
da corrente alternada. Na minha máquina é do tipo monofásico e alimentada com
tensão de 220 V.
Os
transformadores, sendo máquinas para soldagem com corrente alternada, não têm
polaridade definida e só permitem o uso de eletrodos apropriados para esse tipo
de corrente, é um equipamento silencioso, seu aproveitamento é de 90% e não
produz sopro magnético devido ao uso de corrente contínua.
Quando
faço soldagem de ferro de construção, por exemplo uma barra 5/16” deixo a
máquina em 80 A e uso eletrodo de 2,5 mm². Se for ferro de ½” uso eletrodo 3,25
mm² e a mesma amperagem. Abaixo de 50 A fica muito difícil abrir o arco e o
eletrodo frequentemente fica grudado na peça.
O
uso da máscara de soldador é obrigatório, pois a luz é muito intensa e pode
danificar a córnea. Em trabalhos prolongados a luz do arco pode causar
queimadura na pele exposta, semelhante à queimadura solar. É interessante se
proteger com macacão, avental, luvas e botas de borracha.
Em
relação à máscara de solda devo dizer duas palavras. A máscara comum é muito
barata e eficiente, porém exige mais prática e perícia, pois o operador inicia
o arco olhando diretamente para a ponta do eletrodo e imediatamente se protege
com a máscara ao abrir o arco. Parece fácil, mas não é, principalmente para
aqueles que são principiantes ou fazem
uso da com pouca frequência. Existe uma máscara moderna, muito mais cara e que
tem o visor transparente. Quando abre o arco este visor escurece automaticamente.
A proteção para os olhos que as duas máscaras conferem é idêntica, mas a grande
diferença está na abertura do arco. Para os novatos a máscara moderna ajuda
muito, para os soldadores experientes é apenas um conforto a mais.
quinta-feira, janeiro 07, 2016
quarta-feira, dezembro 30, 2015
Funilaria e pintura numa Carreta Karmann-Ghia 1987
Funelaria
e Pintura simplificados numa carreta
Tenho uma carreta Karmann-Ghia 1987, que comprei em 1993,
num camping. Ela tem como vantagens a construção simples e robusta, a tampa com
fechadura e a facilidade de guarda-la em pé, ocupando pouco espaço. Tem me sido
muito útil, mas após 22 anos de uso e nenhum reparo importante eu percebi que
estava com ferrugem em vários pontos e o seu chão, de placa de compensado Madeirit
estava podre na beiradas.
Tentei várias oficinas de funilaria e pintura, mas os preços
eram incompatíveis com o valor da carreta. Assim sendo decidi encarar o
serviço, mesmo sabendo que ficaria bem aquém do trabalho profissional. Comecei
a ler sobre o assunto, procurar dicas na internet e conversar com amigos, que
possuem algum conhecimento nesta matéria.
Resumo:
11. Desmontagem
de toda carreta, por sinal bastante fácil. Marcação cuidadosa das peças
pequenas e parafusos (de vários tipos).
22. Lixamento
paciente e cuidadoso usando lixa de ferro (mão) e lixadeira elétrica (orbital e
de disco). Removida toda a ferrugem até aparecer o aço nu.
33. Como
a parte do chão e laterais estavam muito apodrecidas quando retirei o Madeirit
optei por serrar uma faixa de 5 cm da chapa de aço nas laterais, em contato com
o Madeirit, deixando a caçamba 5 cm mais baixa. Tinha 45 cm e ficou com 40 cm
de altura.
44. Uma
metalúrgica local fez uma bandeja (quase quadrada – 1,0 x 1,10 m) de chapa de
aço de 2 mm, com reborda de 5 cm.
55. Um
amigo que possui solda MIG fez a soldagem desta bandeja às laterais e assim o
fundo da caçamba passou a ser de chapa de aço.
66. Lixamento
da tinta velha e áreas de soldas.
78. Aplicação
de antiferruginoso nas áreas mais críticas (duas vezes) usando pincel.
89. Aplicação
de Primer Univ7ersal (cinza) em toda a carreta usando pistola de pintura.
910. Aplicação
de tinta automotiva Duco usando pistola de pintura. Cor branca na caçamba e tampa
e cor amarela no chassis. No fundo foi aplicado batida de pedra cor branca,
tanto na parte interna como externa e depois pintado novamente com tinta
branca. Isto também foi feito na parte interna dos paralamas.
111.
Trocado as cinco ripas de madeira da tampa e
pintadas com verniz.
112.
Refeito a fiação elétrica e ligação das
lanternas, luz de freio, seta e luz da chapa.
113.
Colocado borrachas novas no quadro da tampa.
114.
Montagem de toda a carreta e efetuado pequenos
retoques.
115.
Polimento após duas semanas.
5.
Preço da carreta em bom estado àR$ 4.000,00
Menor orçamento das oficinas consultadas à
R$ 1.500,00 + material.
Meu custo à
R$ 500,00 (thinner, soldas, chapa do fundo, tintas, lixas, parafusos, etc.).
Aproveitado sobra de tinta da pintura de outro veículo.
Tempo de trabalho: mais de um mês e menos de dois meses.
Muitas interrupções para aguardar secagem e outras por erros e correções.
Resultado final aceitável, pois não se trata de um carro e
sim de um veículo auxiliar, relativamente bruto. Garantia completa de que toda
a ferrugem foi realmente removida e o metal convenientemente tratado. Acredito
que este tipo de serviço pode eventualmente ser usado também num utilitário
antigo, no qual o proprietário deseja a recuperação da carroceria, a garantia
da remoção completa da ferrugem e não tenha a estética em primeiro plano.
Não optei por jateamento da caçamba porque o chão estava tão
podre que quase nada de bom restaria no final do jateamento. Por isso achei
melhor cortar com serra os 5 cm inferiores da caçamba e trocar o fundo de
compensado Madeirit por chapa de aço 2 mm.
Capt. Gottlieb
December 2015












































